"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

terça-feira, 30 de março de 2010

Auto- Retrato


É Dayany, com dois Y e eu fico irritada quando escrevem do jeito comum. Eu sou o melodrama em pessoa, e vou confiar e chamar de amor como se já te conhecesse há tempos. Mas minha timidez é predominante, e não raro vou deixar de demonstrar o que eu sinto por medo e por vergonha. Eu já tive muitos amigos, hoje eu tenho muitos colegas, e amigos que posso contar nos dedos de uma mão só, mas são esses os que valem por todos os outros que já amei, e infelizmente (ou felizmente) perdi. Eu sou chorona demais, eu choro vendo desenho animado e filmes de terror. Eu morro de saudades de quem está longe, eu tenho amigos virtuais que mais parecem irmãos que estão longe e que eu realmente espero um dia conhecer. Minha família é absolutamente tudo, e odeio pensar que não, não sou tão forte assim e enlouqueceria se perdesse algum deles. Minha mãe é minha musa inspiradora, meu anjo e minha vida inteira. Meu pai é a pessoa que me obriga a exercitar diariamente a paciência, mas devo muito a ele e espero de verdade que um dia a gente consiga se dar bem. E eu tenho um outro pai que é meu anjo, meu protetor, meu colo nos dias de choro e a pessoa que mais tem orgulho de mim depois da minha mãe, e o sangue, no caso dele, nem importa que não seja o mesmo. Eu tenho, aliás, uma família que não é de sangue mas me adotou desde que eu nem tinha nascido ainda, e cuida de mim e me ama além de tudo até hoje. Minha família é meu porto seguro. Eu tenho um irmão que é um sapeca, mas além das brigas ele é tudo que eu mais amo e odiaria não ter com quem discutir pela bagunça do quarto. Eu falo baixo e miado, e costumo guardar ofensas sem revidar. Mas eu tenho medo de mim mesma quando eu resolvo não engolir desaforos e responder á altura. Sou apaixonada por filmes, mas costumo dormir na metade deles. Sou fã incondicional de certos seriados, e choro litros assistindo e me envolvo feito psicótica na história. Amo ler. Leio 4 livros em um mês, quando estou muito nervosa ou com problemas costumo ler 1 por semana. Mexeu com quem eu amo mexeu comigo também, comigo, pode pisar, gritar, eu não ligo, guardo comigo, mas pisa nos calos dos meus amores, eu mando longe, grito, xingo, piso em cima. Costumo esquecer as coisas com facilidade, esqueço onde deixei o celular, esqueço meu endereço e coisas que fiz 10 minutos atrás. Mas não esqueço mágoas, não esqueço palavras e essas para mim tem muito mais valor do que as ações, no caso das ofensas. Acho que uma palavra mal pronunciada pode ferir mais do que um tiro. Eu vivo perdoando, mas sou rancorosa em algumas vezes e não dou o braço a torcer, não desculpo, não volto atrás, e se eu não volto atrás, não me arrependi. Se eu me arrependo eu volto, peço desculpas, e tudo bem. Concordo quando Brena Braz diz: Perdôo uma vez, porque errar é humano, perdôo duas porque o ser humano é estúpido ás vezes. Mas não posso viver perdoando porque isso seria incompetência minha. Posso dizer que mudei muito nos últimos tempos, e eu acreditando na minha mudança basta. Tenho mania de ficar arrumando o cabelo, muito embora ele esteja sempre em desalinho e revolto, ficar mexendo a perna e mordendo os dedos, quando nervosa. Muita gente diz que eu sou um poço de meiguice, mas não acho, me acho desastrada, grandalhona e desajeitada. Não gosto de falar, prefiro ouvir, por isso costumo me dar bem com pessoas tagarelas. Sou muito dócil, mas eu mordo. Cuidado. Adoro acordar cedo mas minha preguiça é gigantesca, e posso ficar 16 horas dormindo, sair, e continuar com sono. Me apaixono fácil, amo fácil e sempre quebro a cara. Choro, choro e choro, me emociono fácil e me conquistam os pequenos gestos. Acho que o mundo é muito pequeno, e queria poder conhecer ele inteiro. Sou uma fã fanática por Harry Potter, e fico histérica em estréias dos filmes dele. Me preocupo com o meio ambiente, e procuro fazer o que posso para ajudar. Gosto de ajudar e fico feliz quando consigo dar conselhos úteis, mas não suporto aconselhar quando não tenho condições psicológicas de pensar em problemas que não sejam os meus. Muitas vezes acabo piorando a situação da pessoa.  Amo crianças e a maioria delas gosta de mim também, e eu tenho um sonho gigante, que toma conta de mim cada vez que eu vejo uma criança ou passo por um hospital. A oncologia pediátrica é com certeza o que eu mais quero, e tenho feito o possível e o impossível de esforços para um dia conseguir realizar isso. Escolhi nutrição como curso na faculdade, eu realmente amo, e acredito que levo jeito. Já andei indecisa e fiz um semestre de Letras/Inglês, mas não me arrependo, pois graças a isso descobri o que eu gostaria de cursar. Adoro café e chá, mas estou tentando me livrar (um pouco) do primeiro. Sou amante da fanta uva também, fanta uva, suco de uva, geléia de uva. Sou simples e não sei me maquiar, mas com todo jeitinho vou chegar e pedir, me ajuda? Adoro roupas com babados, cor de rosa e com desenhos. Costumo dizer que se um dia for morar sozinha, minha casa vai parecer uma casinha de criança, porque não vai faltar coisas da Turma da Mônica, princesas e cor de rosa. Não gosto do cheiro do cigarro, e dele tampouco, mas aprendi a conviver por ter uma mãe fumante, apesar de me torturar ver ela destruir os pulmões a cada dia. Me convida que se eu estiver em um dia bom eu vou. Sempre levo uma mala para passar dois dias, cheia de coisas que com certeza nem vou usar. Levo minha boneca também, não durmo sem ela. Guardei os convites, as passagens, a entrada do cinema e a primeira flor que eu ganhei. Morro de vergonha de tirar fotos, e sempre me acho feia nelas. Me acho, aliás, a pessoa mais feia e sem graça do mundo, desde pequena. Não suporto pessoas cínicas e adoro pessoas sinceras e tagarelas também. Odeio quando ironizam se eu chamo as gurias de ''flor''. Não é cinismo, é carinho mesmo. Se eu não for com a sua cara, com certeza não vou te chamar assim. Sou carente, e normalmente demonstro isso, o que me deixa totalmente desnorteada e arrependida. Sinto saudade da minha infância. Já apanhei feio, já tentei ser skatista e dei de bunda no chão. Já mandei um desconhecido pra puta que pariu por passar de carro por mim e molhar meu vestido. Adoro Cazuza, mas no meu mp5 tem até Kelly Key. Os homens podem não ser todos iguais, mas pensam todos com o mesmo lugar. Adoro pegar ônibus e ir ver os amigos que estão longe, e tenho várias segundas casas. Não costumo ficar muito tempo no mesmo lugar, e sou bem arrogante quando quero. Eu costumava gostar de ficar sozinha, isso hoje já não me faz tão bem. Eu me apego muito fácil e normalmente é muito difícil me desapegar, e fico triste quando não gostam de mim, mesmo isto sendo infantil. Sou sempre sincera e transparente, e se eu não gostei, vou te falar, não vou fingir que gostei. Me arrependo de coisas que eu não fiz e gostaria de me arrepender de algumas que fiz e não consigo. Odeio telefone, não me dê seu número porque com certeza não vou te ligar. Já amei quem nunca conheci e já amei quem conheci demais. Já amei um vida torta e também um perfeito príncipe. Nunca dei certo com ninguém, por isso vivo sozinha e não costumo beijar por beijar. Quando fiz, me arrependo amargamente e hoje procuro não repetir a dose. Já tomei porre e fico bêbada com um copo apenas. Fico rindo sem parar e nessas horas viro palhaça e extrovertida. Mas eu não suporto a ressaca do dia seguinte, por isso não costumo beber com frequência. Ultimamente tenho pensado muito sobre a vida, e tenho cada vez mais certeza que nossos caminhos somos nós quem traçamos, portanto também temos que arcar com as consequências deles.
Acredito na vida, no amor e nas pessoas. Muito embora nem sempre os 3 acreditem em mim.