"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fim de Ano e suas reflexões

Eu nunca gostei muito desta época do ano. Natal, Ano Novo, essas semanas festivas e estranhas que me deixam sem sono,irritada, infeliz, melancólica e pensativa demais. Normalmente é nesta época que o ápice das coisas ruins e dasastrosas acontecem na minha vida, e eu, como boa pessimista que sou, acabo entrando em uma profunda depressão que dura até mais ou menos março, porque eu também fico deprimida no carnaval. Ok, eu admito: eu sou depressiva o ano inteiro, mas nesta época de fim de ano eu fico muito mais.
Mas existem momentos que me fazem sair dessa situação ruim e me sentir envergonhada. É quando eu me deparo com alguém mais infeliz do que eu. E com motivos de sobra para estar chorando e ao invés disso, enfrenta os problemas com a maior naturalidade e facilidade do mundo, e ainda por cima, é incapaz de pronunciar uma única palavra de desânimo. Pessoas que não tem tempo de se preocupar com o número de convidados da ceia de Natal, se o champanhe da virada vai ser suficiente, se aquele peru mais caro é mesmo melhor que aquele alguns trocados mais barato, se a calcinha que deve vestir é branca ou vermelha, se a roupa nova vai combinar com a decoração, enfim. Essas pessoas precisam preocupar-se se amanhã vão ter trabalho, porque o aluguel vence na sexta-feira e elas ainda nem conseguiram metade do dinheiro. Estas pessoas não perdem tempo escolhendo presentes e falando de Papai Noel para as crianças porque elas precisam pensar se vão ter o dinheiro suficiente para garantir o café, almoço e jantar dos pequenos. Papai Noel, para eles, é Deus, que deve ser generoso e bonzinho naquela semana para ajudá-los a não passá-la de estômago vazio. Estas pessoas não têm tempo de ir na loja escolher o fogão novo, que é trocado todos os anos, porque elas precisam pensar em como vão comprar uma geladeira de 2ª, 3ª ou até mesmo 4ª mão, já que não possuem nenhuma.
O que me deixa envergonhada é o fato de ficar reclamando de coisas pequenas enquanto pessoas não tem nem o direito de reclamar da sua situação, que é bem pior que a minha. E o que me deixa triste e revoltada, é que ninguém pensa nestas pessoas na noite de Natal. São poucos os que pensam e além disto, tentam proporcionar pelo menos algumas horas de felicidade e esperança á estas pessoas, que são na maioria das vezes, muito mais humanas que nós. Ninguém lembra de, na hora de comer o primeiro pedaço do peru, pedir a Deus, que naquele momento, todas as famílias tenham direito a ter algo para comer naquela noite. Ninguém lembra de dar um presente a alguma criança que precise apenas de alguém que lhe diga que ela tem o direito de ser criança, que não precisa ser adulta o tempo todo e que tem todo o direito de ter uma "noite feliz" como os outros. Ninguém lembra que, enquanto escolhe qual o melhor penteado para passar a virada, uma criança com câncer só pede ao Papai Noel que lhe traga seu cabelinho de volta. Não estou dizendo que ninguém deve aproveitar estas datas. Seria hipocrisia de minha parte dizer isto. Apenas acho que enquanto fazemos isso, deveríamos agradecer por cada segundo de vida e por cada coisa pequena que possuímos. E que desejamos que os que não tem, possam vir a ter. A soliedariedade parece estar fora de moda. E então eu me pergunto que diabo de espírito natalino é este, se na época em que se comemora o nascimento do cara que veio para salvar todo mundo e tornar a Terra um lugar melhor, ninguém se preocupa em fazer o óbvio: o bem. E esse bem que falo não deveria ser praticado apenas por obrigação no Natal. É dever de todos ajudar-nos uns aos outros, não importa a época do ano. O que eu realmente desejo em 2012 e em todos os anos que estão por vir, é que o mundo deixe de ser egoísta e torne-se mais altruísta. Ser bom não dói.

domingo, 6 de novembro de 2011



" Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente.. Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem? " (Tati Bernardi)

sábado, 29 de outubro de 2011

Pra ti, meu amor.


Já faz algum tempo que tento juntar algumas palavras para escrever aqui sobre você. O problema é que são tantas coisas fofas e queridas que eu gostaria de te dizer, que fica difícil organizar todas elas e me expressar de uma maneira direta. Mas eu juro que vou tentar, pois com tantos textos tristes nesse blog, acho que tu tem o direito de ter não apenas um, mas de preferência um bocado de textos falando sobre você.
Eu tinha perdido a esperança em amor, romance, felicidade, enfim, eu tinha perdido totalmente a fé nos relacionamentos, e em mim mesma, quando você apareceu. Apareceu, com esses teus olhos verdes e esse teu abraço apertado e quentinho que só tu tem. Apareceu com esse jeitinho só seu, de me cuidar, me mimar, de prestar atenção nos mínimos detalhes em mim, desde o jeito do meu olhar até ao meu tom de voz. Você me protege, você se importa, você consegue me amar exatamente pelo que eu sou, do jeito que eu sou. Consegue acordar ao meu lado de manhã, e ainda me dizer que estou linda, mesmo de pijamas e com o cabelo tipo Elba Ramalho depois da guerra. Você entende meus chiliques e não fica bravo com meus ciúmes bobos, pelo contrário, adora meu ciúmes e consegue achar bonitinho. Você deixa de beber com teus amigos só pra ficar do meu lado, mesmo que seja pra fazer nada. Você sabe dos meus gostos e cuida da minha saúde mais do que eu mesma. Você entrou na minha vida fazendo papel de anjo, meu amor. Você apareceu e me fez perceber que eu ainda tenho algo de bom e que existia realmente, em algum lugar, alguém me esperando. Esse alguém, hoje, eu tenho certeza que é tu. Você saiu de Chapada, eu saí de Lagoa Vermelha, e veja só esse destino: aqui estamos hoje, em uma cidade totalmente fora do caminho. Acredito que com a gente foi destino. Foi amor. É amor. Desde aquele nosso primeiro beijo, sei que a certeza que aquele beijo iria acarretar uma história linda não fui só eu que senti. Chega a ser engraçado o número incontável de vezes em que nos olhamos e dizemos: "Poxa, mas de onde eu te conheço hein? Faz tempo". Não parecem apenas quase 4 meses que estamos juntos. Parece muito mais. Parecem anos. E eu amo quando você fica fazendo planos para o nosso futuro. Adoro que você me inclua no seu futuro, nos seus pensamentos, no seu dia-a-dia, na sua vida. Adoro que você me apoia na minha futura profissão e admira o quanto eu amo o que eu estudo, mesmo eu fazendo você me aguentar brava, estressada e triste em épocas de prova e com as 12255.222 aulas que eu tenho durante a semana. Amor, você diz que eu fui a melhor coisa que te aconteceu. Mas eu te digo, foi tu a melhor coisa que ME aconteceu. Eu te amo de um jeito que não pensei que um dia iria amar alguém. Te amo tanto que nem sei como tu me aguenta. Te amo tanto a ponto de querer passar o resto da minha vida contigo, desde, é claro, que tu não fique barrigudo!
Tu me faz querer ser melhor, me faz querer aprender, evoluir, e me ensina algo novo todos os dias. Esse texto meloso, brega e mal escrito não tem nem metade do que eu gostaria de te dizer, e não tem nem uma terça parte do meu amor. Mas é o suficiente para você saber que sim, a gente é pra sempre. Que tem tudo pra dar certo e vai dar certo, porque muito embora eu não acredite em almas gêmeas, eu acredito em almas afins, e tenho a mais absoluta certeza que você é a minha alma afim. Obrigada por me fazer acreditar em tudo de novo meu amor, obrigada por me mostrar que esperar vale a pena e que depois da tempestade sempre tem um arco-íris lindo esperando por nós. Você é a prova viva de que é possível se apaixonar no primeiro encontro e ser feliz. Tenho por ti o mais lindo amor do mundo, meu gatinho de boina!

" Há muitos amores e paixões ao passar de nossas vidas. Com sorte, alguns encontram alguém muito especial, que pode jurar-lhe amor eterno. Outros não têm essa mesma sorte. Mas eu encontrei, e jurei para mim mesmo, que o meu amor por você é eterno. Jurei que te apoiaria, quando estivesse perdendo ou ganhando, quando estivesse na pior, na melhor, ou em qualquer outra situação. Um dia eu vou morrer, mas até meu coração parar de bater, ou até após isso, serei sempre a pessoa que mais vai te amar nesse mundo inteiro."

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Insônia


Você sofre de insônia? Eu também. Bem, não tenho aquela insônia frequente, que vem e se acomoda todas as noites juntinho comigo, ou seja, não tenho insônia crônica, ou seja lá qual for a denominação técnica para quem tem uma insônia persistente. Mas eu tenho a insônia pé no saco, a insônia inconveniente, a insônia psicológica. Aquela falta de sono que chega nas horas mais improváveis, ou nas noites em que eu realmente preciso dormir bem para acordar decente no outro dia. Eu sigo todos aqueles rituais que (dizem) ser bons para não ter insônia: tomo banho quentinho na hora de deitar, não faço exercícios físicos, não como chocolate, não tomo café (a parte mais dolorida) e não exagero na comida do jantar. Além disso, não penso nem planejo nada para o dia seguinte, apenas deito, leio 3 ou 4 páginas do livro,e então, quando eu largo o livro de mão, começa o pesadelo.
Eu viro de frente, de lado, de costas, sento, deito novamente, conto carneirinhos, livros, vacas, e nada. Então eu começo a ficar irritada. A falta de sono á noite me deixa totalmente irritada. Saio do quarto, caminho pela casa, volto para o quarto, deito. Como último remédio,volto para o livro. Leio umas 30 páginas. Largo de mão. Então chega a hora em que eu questiono a mim mesma por estar sem sono. Então começa aquele momento de reflexão da vida que todo mundo deve ter pelo menos uma vez por dia (ou semana, ou mês, para os mais bem resolvidos). Não vou dizer que ao final da minha noite, quando a falta de sono predomina, eu me sinta realizada porque consegui pensar em coisas que não consigo durante o dia, que consigo encontrar algumas (bem poucas) soluções para alguns problemas nesse momento pré sono e pós insônia. Mas posso dizer que é o momento em que fico comigo. Em que me cuido, o momento em que consigo olhar para mim mesma e ver o que há de errado. É o momento em que eu me conheço, em que eu me vejo por inteira, e em algumas das vezes, consigo enxergar alguma qualidade. Posso dizer então que os insones não são totalmente infelizes. Durante as noites sem dormir se pode escrever cartas, arrumar a estante de livros, os arquivos da faculdade, organizar as pastas do computador, pensar na vida, e ler bons livros. Tudo isso tem um bônus adicional de acordar no outro dia com algumas coisas a menos para fazer, mas com olheiras maravilhosas e um mau humor característico. Mas quem foi que disse que a insônia é um benefício? Por isso, apesar de conseguir ver o lado bom de perder o sono e ficar sonambulando pela casa, quando vejo que o bicho pega uso o bom e velho Alprazolam. Como diz Tati Bernardi: " Meus remedinhos me mantem controlada."

terça-feira, 27 de setembro de 2011

You got me



Você está ligado em mim e em meus olhos que riem
Eu não consigo fingir ainda que tente esconder
Eu gosto de você, eu gosto de você

Eu acho que senti meu coração pular uma batida
Eu estou parado aqui e mal posso respirar
Você me tem, você me tem

O jeito que você pega minha mão é tão doce
E aquele seu sorriso desajeitado, me derruba

Oh eu não consigo me satisfazer
Quanto eu preciso para me preencher?
A sensação é tão boa, deve ser amor
É tudo que eu tenho sonhado
Eu desisto, me entrego. Deixo ir em frente. Vamos começar
Pois não importa o que eu faça
Meu coração está preenchido com você

Eu não consigo imaginar como seria
Viver cada dia dessa vida
Sem você, sem você

Um olhar de você, eu sei que você entende
E essa bagunça em que nos metemos está fora de controle

Oh eu não consigo me satisfazer
Quanto eu preciso para me preencher?
A sensação é tão boa, deve ser amor
É tudo com que eu tenho sonhado
Eu desisto, me entrego. Deixo ir em frente. Vamos começar
Pois não importa o que eu faça
Meu coração está preenchido com você

Eu espero que a gente sempre se sinta assim
Eu sei que a gente vai
E no coração eu sei que você sempre ficará

Oh eu não consigo me satisfazer
Eu sou uma estopa e preciso me preencher
A sensação é tão boa, deve ser amor

Eu desisto, me entrego. Deixo ir em frente. Vamos começar
Pois não importa o que eu faça
Oh eu não consigo me satisfazer
Quanto eu preciso para me preencher?
A sensação é tão boa, deve ser amor
(É tudo com que eu sonhei)

Eu desisto, me entrego. Deixo ir em frente. Vamos começar
Pois não importa o que eu faça
Meu coração está preenchido com você

Oh (oh)
Você me tem. Você me tem
Oh (oh)
Você me tem. Você me tem.

(Colbie Caillat)




E logo eu, que a vida toda escrevi textos tristes sobre amor..me vejo hoje lendo letras de músicas românticas e me identificando com elas..é, você me tem. 

domingo, 4 de setembro de 2011

Carta aos Amigos.


Acho que tenho relaxado ultimamente. Quando você entra para a faculdade, você não imagina que o pouco tempo livre que você tem das aulas você vai gastar pensando nas mesmas. Consequentemente, a maioria das outras coisas perdem espaço, e você diz a si mesma: "Amanhã eu faço, amanhã eu termino, segunda-feira eu ajeito". E o amanhã e a segunda- feira acabam não chegando nunca, sua vida passando, e você apenas ali, com seus livros, provas, trabalhos, café e o velho companheiro stress. Bem, meu ponto nesta linda noite de sábado não é este. Meu ponto esta noite são pessoas. Amigos. Alguém aí alguma vez já acordou com a sensação de estar deixando alguém para trás? Tipo, aquela vontade de ligar para todos os amigos, os de longe, os de perto, os chegados e os mais afastados e dizer, com todas as letras, que eles são importantes e fazem falta? Eu já. Na verdade, nestes últimos tempos, desde que saí do meu emprego em função da faculdade, tenho pensado muito nisto. Tenho pensado que meu tempo aqui é curto. Digo, quem de nós sabe até quando estará por aqui? Todos aqueles ditados sobre ''viva o hoje sem pensar que o amanhã vai chegar'', Renato Russo mesmo, "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". O que eu tenho feito? Não tenho amado as pessoas como se não houvesse amanhã. Quero dizer, eu amo, mas elas não sabem disso. Parei certa tarde para pensar em quantas pessoas que eu amo e que sinto falta e moram perto de mim. E eu simplesmente não tenho tempo de vê-las e dizer ''ei, tô aqui''. Será que eu penso que elas estarão ali para sempre? Será que não me passa pela cabeça que eu tenho que arrumar tempo? Este texto é um texto de desculpas. Se você está perdendo tempo lendo este texto cheio de erros de gramática, de concordância e assassinatos á nova reforma ortográfica e ás normas da ABNT, e é meu amigo, conhecido ou afim, aceite minhas desculpas. Minha ausência. Este texto se aplica á todas as pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida, de forma direta ou indireta, e vale tanto para os de longe, quanto para os de perto. Me desculpem. Mas, escrevo este texto hoje porque tenho pensado em escrevê-lo há tempos. Eu gostaria que todos vocês soubessem o quanto eu os amo, e mesmo que eu não mande emails todos os dias, ou cutucadas no Facebook, ou recados no Orkut, realmente não significa que meu coração não bata mais por vocês. Pelo contrário. Eu apenas quero que cada pessoa que tem contato comigo, que ler este texto, tenha a mais plena certeza de que faz parte da minha vida e que eu realmente sinto falta. Saibam que são importantes. Que fazem diferença. Me cobrem. Me xinguem. Mas saibam o tamanho do meu sentimento, que sinceramente não cabe em um texto de blog. Mas como todos sabem, eu sempre escrevi com a alma. Então, procurei colocar neste texto pelo menos fragmentos do que sinto.
O motivo deste texto é que nos últimos dias tenho acordado sentindo falta de muitas pessoas. E pessoas que perdi o contato, que tenho pouco contato, que moram perto, que moram longe. Mas que um dia estiveram bem próximas e me deram histórias para contar. Eu realmente gostaria de deixar como mensagem final, neste texto, meus queridos amigos, que meu amor é sincero e a saudade é grande, e que jamais, independente das dificuldades e compromissos do dia-a-dia, deixo de lembrar de vocês. Apenas senti necessidade de escrever isto, para que quem ler fique sabendo. E dizer que a maior verdade do grande Renato é real: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre a perda de um amor.



'' Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento.

Então, que não se arrependa.
Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos.
Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos.
Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais..''




(Tati Bernardi)


Dos amores mais puros que se vão o que fica e predomina é a saudade. Da saudade, o que fica é aquele sentimento de poder tentado um pouco mais e saber no que daria. Quando se perde um grande amor, se perde um pedaço do coração, um pedaço de sentimento, um pedaço de pureza, um pedaço de sí mesmo. É quase uma mutilação, mas veja bem, quase. Porque uma mutilação literal não te permite reconstrução. A mutilação sentimental, sim. Reconstruir não significa recolocar tudo exatamente no lugar a que pertencia. Ás vezes, a reconstrução requer muita paciência, determinação e compreensão. Porque ao invés de colocar os braços em cima tu acaba colocando embaixo, e a cabeça pode acabar nos pés. Reconstruir significa recomeçar. A cada mutilação que sofremos, é necessário tentar se reconstruir, levantar e começar tudo de novo. Porque é necessário. Não dá pra viver em partes. Não dá pra viver na destruição. Não dá pra viver conformado em perder uma parte de sí mesmo e jamais tentar recuperá-la. Não quero dizer que a parte perdida vai ser reconstruída exatamente igual á antiga. Isso é quase impossível acontecer. Já repararam no antes e depois da reconstrução de algum prédio? O atual nunca fica igual ao antigo. Porque são necessárias mudanças, são necessárias inúmeras reformas que estejam de acordo com o momento. Acontece a mesma coisa com a gente. Se tu perde um grande amor, é necessária, depois de toda a dor, uma intensa reforma interior. Um intenso cuidado com cada sentimento mutilado e cada parte destruída. É necessário muita vontade de melhorar. Muita vontade de recomeçar do zero e reaprender a se cuidar. Não existe regra. É a lei da vida. Você se corta. Dói. Mas então você procura uma neomicina (é antibiótico, deve servir para cortes), um band-aid e cola ali. E espera o machucado e o corte desaparecerem. Tudo, tudo é questão de paciência e persistência. O corte dói por dias. Ás vezes por meses, e também, em muitos casos, por anos a fio. Os band-aids são trocados, é feita a limpeza no corte, e, mesmo assim, a dor persiste. Por isso eu digo, é necessário ser muito mais persistente que a dor. É necessário fazer todo o tratamento, se cuidar, se manter firme (mesmo que muitas vezes tenha que chorar escondida ali no canto pra ninguém perceber que ainda dói), e tentar seguir adiante. A reconstrução de um coração partido é demorada. E nem sempre se alcança a melhora desejada. Digo, quando tu te corta, fica uma cicatriz. Quando tu faz uma operação, recoloca algo no lugar, fica uma cicatriz. Seja do lado de dentro, seja do lado de fora. O que eu realmente quero dizer é que tu perde um grande amor e sai ferido. Tu sai desmontada e perdida. Mas a perda de um grande amor não pode implicar na perda de sí mesmo. Na perda de toda uma vida em função de uma pessoa que te fez feliz por momentos, meses, anos, e se foi. Se se foi, por livre e espontânea vontade, é porque era necessário. E agora, é necessário correr atrás do prejuízo. Dos destroços, do material para reeguer a estrutura abalada. O que não pode acontecer, é de parar a construção. De deixar o corte sangrar sem cuidar. Não dá pra deixar o coração da gente aos pedaços. Não vai ficar a mesma coisa depois de reformado. Nunca mais vai ser a mesma coisa. Uma pessoa entra na sua vida, te faz feliz, te completa, e vai embora. É claro que fica uma dor. Uma saudade. Um rombo. Um vazio. Mas garanto, há meios de superar. Não esquecer, não me entenda mal. Não se esquece um grande amor. Você vai se construir, tirar as partes feias, limpar o corte, recolocar o que foi mutilado e perdido no lugar. Ao longo do tempo, a dor vai amenizar. O que vai ficar do machucado causado pela perda, é uma saudade. Uma vontadezinha de ligar e perguntar como ele está. Uma vontade de saber como seria se ainda estivessem juntos. Mas você não vai ligar, e essa vontade de saber como as coisas seriam vai deixar ir embora, varrer da mente. O que se foi não volta. É necessário compreender isto para tentar se curar. Tentar deixar os alicercer firmes para o próximo vento, o próximo amor não derrubar tudo. Mas se acontecer de derrubar, você vai fazer tudo de novo. É necessário jamais perder a esperança de encontrar algum amor que vá realmente ficar. Que vá dar sentido para o significado desta palavra tão linda e tão doce: amor. Amor, dor, perda, recomeço, mudança, movimento. Tudo isto faz parte da vida. Faz parte de tudo aquilo que é necessário para chegar um dia ao que todos chamam de ''felicidade''. Muito embora eu acredite mais que felicidade tem a ver com momentos e estado de espírito do que com futuro. Por isto, de tudo que eu disse, de todas estas palavras repetidas, de todos estes assassinatos á nova reforma ortográfica e as regras de gramática e sintaxe, o que fica é o seguinte: vai doer, vai machucar, vai cortar. Você vai ser feliz por tempos e sofrer por tempos também. Algumas pessoas aparecem em sua vida para fazer parte dela por um determinado período de tempo. E então elas têm que partir, porque tu já não faz mais parte dos planos e dos caminhos dela. E você deve deixar essa pessoa partir. Vão haver inúmeras partidas ao longo de sua vida. Pessoas indo, pessoas chegando. A reconstrução interior, a renovação de sentimentos, a coragem para tentar gostar de alguém novo, deverão estar sempre presentes, junto com a paciência e a persistência. Dizem que depois da tempestade vem a calmaria e o arco-íris, e eu estou tentando acreditar nisto. E espero que você acredite também. O amor vai e vem. É necessário se machucar, cair e se reerguer muitas vezes até chegar o momento que ele vai, definitivamente, ficar. E enquanto ele não chega, você, a cada mutilação, a cada destruição, vai se reerguendo cada vez mais forte. Construindo alicerces cada vez mais firmes que vão, em determinado momento, deixar de cair e mesmo com as fortes tempestades, continuar no mesmo lugar, intacto. Nesse momento, quando parar de doer, quando parar de te derrubar e te fazer sofrer você vai descobrir a coisa mais magnífica de todas: você vai aprender, realmente, a amar.

sábado, 9 de abril de 2011

Diário de uma Paixão


''   A razão pela qual dói tanto nos separarmos é porque as nossas almas estão ligadas.Talvez, sempre tenham sido assim e para sempre serão. Talvez, tenhamos vivido mil vidas antes desta, e em todas elas tenhamos nos encontrado. E, talvez, em cada uma delas tenhamos sido obrigados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
    Quando olho para você, vejo a sua beleza e o seu encanto e sei que ficaram mais fortes a cada vida que você viveu. E eu sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você, porque a sua alma e a minha têm de estar sempre juntas. E assim, por alguma razão que nenhum de nós dois entende, fomos forçados a dizer adeus.
    Eu adoraria dizer que tudo vai dar certo para nós, e prometo fazer tudo que eu puder para que isso aconteça. Mas se nunca mais voltarmos a nos encontrar, e se isto for verdadeiramente uma despedida, sei que nos veremos em outra vida.
   Nós nos encontraremos de novo, e talvez até lá as estrelas tenham mudado, e então nós nos amaremos, não só naquele momento, mas por todas as vidas que tivemos antes. ''

(Trecho extraído do livro ''Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sobre fracos e fortes.


As pessoas costumam julgar e definir os outros como fracos e fortes. Se você desiste de algo que não deu certo, você é fraco, inútil, derrotista. Se dá a cara a bater, corre atrás do inalcansável, e ferra com boa parte da tua auto-estima e dignidade, aí você é forte. Você é forte quando orgulha os outros. É forte quando só faz coisas certas e a favor dos mesmos. É forte quando é totalmente altruísta e pára de pensar em sí para se preocupar e pensar apenas nos outros. Tu é forte se supera todas as perdas e desgraças na tua vida firme e forte, sem derramar uma única lágrima, e está sempre pronto pra outra, com a postura firme e o semblante tranquilo de quem nunca sofreu. Tu é forte quando não demonstra fraqueza. Quando não demonstra o quão difícil as coisas estão. É forte quando mente e quando faz de conta que está tudo ás mil maravilhas.

E então tu admite que está tudo uma bosta. Que não tem consegue achar solução alguma pra nada e não consegue ver uma ''luz no fim do túnel''. Tu admite que está no fundo do poço sem mola, sem corda e com a água lá dentro aumentando cada vez mais o nível. Tu não faz a mínima idéia do que continua fazendo aqui. Aí você é fraco. Você é fraco por ter problemas, por não ter uma vida perfeita onde o dinheiro cai do céu, tua vida afetiva é maravilhosamente perfeita, tua família não tem problemas e tu só tem um único compromisso na vida: estudar. Em alguns casos, estudar e trabalhar apenas para sí.
Eu acho realmente admirável o quão cruéis as pessoas podem ser. O quão egoístas elas conseguem ser, também. Eu sou o tipo de pessoa que nunca penso em mim. Se eu estiver com frio, e a pessoa do meu lado estiver com frio também, eu vou passar frio e dar o casaco a ela. É claro que eu não exijo que as pessoas sejam assim comigo também. Jamais cobrei favores e nem fiz nada por interesse. É apenas admirável, que uma pessoa veja o quão mal você está, e consiga apenas falar de sí própria e pedir ajuda, ou pior, esquecer que você existe quando não precisa dos teus ''conselhos e serviços'' e quando você está numa pior, e lembrar que tu é uma criatura que faz parte deste mundo quando está realmente em apuros e tu é a única pessoa que vai pelo menos, tentar ajudar. É cruel saber que isto acontece com pessoas que eu realmente considero. É cruel saber que em um dos piores momentos da minha vida, poucas pessoas realmente se importam. Sendo que, em inúmeras vezes, deixei de me preocupar com minha própria vida para cuidar da vida e da dor dos outros.

Quando as pessoas classificam alguém como fraco ou forte, elas não olham o histórico da criatura em questão. Elas apenas julgam. Vocês já pensaram se um médico desse o diagnóstico final do paciente sem antes fazer a anamnese? É a mesma coisa. Eu posso simplesmente dizer que fulano é fraco porque desistiu de tudo. Não estou defendendo aqui, que é certo desistir e se deixar abater com as coisas ruins que nos acontecem, não é nada disto. Estou apenas dizendo, que eu poderia facilmente classificar como loser, como fraco, essa criatura que desistiu. Mas quem sabe os porquês? Quem sabe o que levou esta pessoa á destruição, á tristeza geral, á desilusão de tudo? É fácil julgar sem saber antecedentes. É fácil dizer para o paciente em fase terminal que ele precisa ser forte e aceitar as dores atrozes e não sucumbir senão ele é fraco. Muito embora isto seja bem difícil de se encontrar, pois os pacientes em sua última fase são os maiores exemplos de vida que já ouvi falar. O meu ponto é: é certo julgar, classificar alguém como forte ou fraco, sem saber realmente o que acontece na vida da pessoa? É certo dizer que é errado chorar, se descabelar, gritar por socorro e querer fugir, sem saber que problema (ou problemas) afligem aquela criatura? É certo achar que só porque você tem uma vida de alice no país das maravilhas, todos tem que, obrigatoriamente ter também? É certo julgar os outros por sí mesmo? É certo não se importar?

Repito: nenhum bem que eu fiz foi pensando em retorno. Em conversa com uma vizinha e amiga no fim de semana passado, ela me disse que eu mesma procurava me decepcionar com as pessoas. Eu mesma era uma pessoa que passava a imagem de fragilidade para os outros, logo temos: se você precisa de ajuda, vou sair de onde estou e vou fazer o impossível para te ajudar. Mesmo que você lembre que eu existo apenas nas horas em que precisa e nas outras horas tenha como passatempo desejar que eu me ferre e viva pisando na bola comigo. Assim mesmo, eu vou ajudar. Ela me disse que apesar de tudo, isso era errado. Aí então ela me lançou uma pergunta: agora, que tu está numa das piores fases da tua depressão, tem alguém disposto e preocupado contigo? Alguém que tu ajudou, cuidou, se preocupou, está agora pensando em uma maneira de te ajudar? Minha resposta foi óbvia. Não. Nenhuma destas pessoas está hoje sequer pensando se estou bem ou não. Apesar de parecer meio melodramático isto, é triste para mim saber que as pessoas que mais considero e me preocupo, não tem esta reciprocidade para comigo. É bem estranho ser apenas uma espécie de ''psicóloga-enfermeira-cuidadora-quebra-galho'' na vida das pessoas. É bem estranho estar sozinha na hora em que eu mais preciso de alguém comigo. Mas como disse a minha amiga: um dia tu aprende, nem que seja da maneira mais dura, que pensar em ti em primeiro lugar não é egoísmo- é amor próprio. Um dia tu aprende a deixar os outros de lado e se preocupar contigo. Um dia tu aprende.

'' Uma grande e triste e quase intolerável maldade. Um dia, é só o que eu quero, eu vou ficar quieta e entender tudo. Quer dizer: eu vou é querer abrir mão de entender tudo. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. '' Tati Bernardi



sábado, 26 de março de 2011

Florence Nightgale e a Enfermagem Moderna


Florence Nightgale foi uma enfermeira de guerra que serviu na Guerra da Criméia entre 1853 e 1856. Florence conheceu de perto os horrrores da guerra e viu todo tipo de morte e ferimento, sendo também muito influenciada pelos métodos de organização e ação militares.
Após o final da guerra, ela continuou a exercer a carreira de enfermagem, no entanto, começando a adotar novas prática revolucionárias de enfermagem desenvolvidas durante o seu período de guerra. Florence afirmava que a enfermagem devia ter um critério mais científico e organizado, que o cuidado dos pacientes devia ser constante e também que as melhoras e pioras do estado de saúde deveriam ser monitoradas constantemente e sempre informadas aos médicos.
Antes de Florence, a enfermagem consistia basicamente em uma carreira ligada aos partos e cuidado de gestantes, depois dela o profissional de enfermagem passou a ser visto como um profissional que cuida de todo tipo de doente, também passando a ser visto como o principal auxiliar dos médicos.
Por adaptar a organização militar a enfermagem, por desenvolver novas técnicas mais científicas e também por mudar o modo com que a sociedade via a profissão dos enfermeiros, Florence Nightgale é vista como a mãe da Enfermagem dos Tempos Modernos.
No inicio de 1855, uma epidemia de cólera e febre tifóide matou sete médicos e três enfermeiras. O frio também colaborava para lotar o hospital e logo havia mais de 2000 doentes e feridos em enfermarias improvisadas e a taxa de mortalidade beirava os 42%. Com esta realidade foi exigido que houvesse uma reforma na rede de saneamento e a mortalidade caiu para 2%.
Mas Florence também contraiu a febre tifóide e ficou entre a vida e a morte por 12 dias. Depois disso, tornou-se muito debilitada e em agosto de 1856 retornou à Inglaterra.
Em setembro visitou a Rainha Vitória e fez um relato detalhado sobre as condições dos hospitais militares britânicos e sugeriu inúmeras reformas.
Em 1860, Florence Nightingale fundou uma Escola de Treinamento para enfermeiras no Hospital St. Thomas, mas sua saúde a impediu de aceitar o posto de superintendente embora ela acompanhasse de perto e com grande interesse, os progressos desta nova instituição.
Ela fundou em 1868 a Sociedade de Enfermeiras de "East London", a Associação de Enfermeiras e a Sociedade Nacional de Enfermeiras em 1874 e o Instituto de Enfermeiras do Jubileu da Rainha em 1890.


Seu trabalho inspirou outros paises a melhorarem as condições dos hospitais de campanha e sua ajuda foi importante para os soldados na guerra civil americana e na guerra fronco-prussiana . Ela recebeu diversos premios e reconhecimentos por seu trabalho tanto no Reino Unido como em outros paises.

Seu livro "Notas de Enfermagem" foi publicado inúmeras vezes durante sua vida.

Florence Nightingale morreu aos 90 anos de idade em 13 de agosto de 1910.

(Fontes: Blog ePORTUGUÊS e Site Guia Da Carreira)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Liberdade na vida é ter um amor para se prender.


Eu lia o que ele lia, escutava o que ele escutava, ia aonde ele ia, torcia pelo mesmo time e cheguei até a me apaixonar pelas mulheres que ele paquerava. Eu gostava tanto dele que acabei virando ele, mas não me perguntem o que isso quer dizer.
Foi o maior amor que já senti na vida. Lembro até hoje de uma sensação muito absurda da época: todas as vezes que o metrô parava na estação próxima ao cortiço em que ele morava, eu sentia uma bola de fogo tão grande no peito que eu pedia a Deus: “Não me deixe morrer antes de vê-lo só mais uma vez”.

(Tati Bernardi)

Ando bem preguiçosa com o blog ultimamente..mas acredito ser mais fácil postar textos de outras pessoas que falem o que eu sinto do que escrever eu mesma sobre isto. Talvez seja mais simples apenas ler coisas prontas do que começar a escrever, soltar os meus monstros e descobrir coisas que eu devo manter escondidas. Quando eu escrevo eu sinto muito mais do que quando penso, então talvez por hora seja bom apenas ler e me identificar com os textos alheios do que escrever sobre mim e me sentir muito pior do que eu me sinto agora. A gente descobre com o tempo que na maioria das vezes é melhor calar do que falar, pode não ser a coisa certa a se fazer, mas no momento, é a mais sensata, para mim.
Eu deveria descobrir e entender também que o amor nem sempre é bonito como parece ser, e que, para algumas pessoas, tipo eu, ele apenas vive na memória, como uma doce lembrança, mas na realidade, deve ser apenas algo normal e o mais importante: indiferente. Mas eu não aprendo, não adianta. Paciência. A dor passa um dia. As lembranças devem passar também.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E a incerteza: algum dia, com alguém, vai ser?


Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor é verdadeiro. Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Que idéia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencida de que Shakespeare, tenha. Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas. Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou segura de que isso é verdade. Para algumas pessoas, de forma inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel. Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido", e nesse tipo... sou experiente. A maioria das histórias de amor falam de pessoas que se apaixonam entre si. Mas o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aquelas que nos apaixonamos? Somos vítimas de uma aventura unilateral. Somos os amaldiçoados dos seres queridos. Os seres não queridos. Os feridos que se valem por si mesmos. Os incapacitados sem estacionamento reservado.

"O Amor Não Tira Férias"

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para os meus anjos.


Tentei achar uma música que expressasse, pelo menos um pouquinho, o que eu estou sentindo agora. Estou escrevendo um texto sobre vocês, mas talvez eu demore um pouco para terminar ele e postar, porque é coisa demais para escrever. Então, vou colocar esta música que, resumindo, diz o quanto eu amo vocês, e o quanto tocar, ver cara a cara os meus MELHORES AMIGOS, foi perfeito e maravilhoso.

 Eu amo todos vocês, do jeito mais puro, bonito e sincero que uma pessoa é capaz de amar. Que os laços que nos uniram, anos atrás através da bendita internet, tenham se tornado inquebráveis e cada vez mais fortes depois deste fim de semana. Meus anjos lindos, meus tesouros.

A letra da música teve algumas alterações feitas por mim:


I'LL ALWAYS REMEMBER YOU- MILEY CYRUS


Eu sempre soube que esse dia chegaria
Nós estaríamos de pé, um por um
Com o nosso futuro em nossas mãos
Tantos sonhos tantos planos

Sempre soube que após todos estes anos
Haveria riso, haveria lágrimas

Mas o ontem se foi e nós temos que continuar
Estou agradecida pelos momentos bons que tive por conhecer vocês
Os tempos que tivemos eu vou guardar como uma fotografia
E prendê-los em meu coração para sempre
Eu sempre vou lembrar de vocês

Outro capítulo do livro que não pode voltar atrás, mas vocês podem olhar
E lá estamos nós em cada página
Memórias que eu vou sempre guardar
em frente de portas abertas
Quem sabe para onde estávamos indo?
Desejo-lhes amor, eu desejo-lhes sorte
Para vocês o mundo apenas abre-se
Mas é tão difícil dizer adeus

Mas o ontem se foi e nós temos que continuar
Estou agradecida pelos momentos bons que tive por conhecer vocês
Os tempos que tivemos eu vou guardar como uma fotografia
E prendê-los em meu coração para sempre
Eu sempre vou lembrar de vocês

Todos os dias que tivemos, tudo de bom, tudo de ruim
Eu vou mantê-los aqui dentro
Tudo o que dividimos, todos os lugares em todos os lugares
Vocês tocaram minha vida
Sim, um dia vamos olhar para trás, vamos sorrir e nós vamos rir
Mas agora nós apenas choramos
Porque é tão difícil dizer adeus

Mas o ontem se foi e nós temos que continuar
Estou agradecida pelos momentos bons que tive por conhecer vocês
Os tempos que tivemos eu vou guardar como uma fotografia
E prendê-los em meu coração para sempre
Eu sempre vou lembrar de vocês

Eu sempre vou lembrar de vocês
Eu sempre vou lembrar de vocês

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Eu fui a nocaute.


'' Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? ''
(Tati Bernardi)

Nunca consegui entender a lógica dos relacionamentos. Vou reformular a frase: Nunca consegui entender a lógica dos MEUS relacionamentos. Podem me chamar de dramática, carente, chata, não importa. Continuo querendo entender. Continuo querendo entender por que o meu coração dispara quando falo com aquele idiota que já me viu no último da humilhação (por causa dele mesmo), e não pelo carinha bacana que manda mensagens fofas me convidando pra sair todos os dias. Queria entender por que eu fico me maltratando e questionando por que aquele safado que me usou e me enganou me dizia que não queria relacionamento sério e hoje desfila pelas ruas com sua namorada linda e (diz ele) séria. Queria entender por que o outro carinha fofo que eu fiquei por um mês, me descartou um dia antes do Ano- Novo sem mais nem menos, e duas semanas depois estava pedindo uma loira (diga-se de passagem, linda) em namoro. Sabe o que eu acho? Que o problema sou eu. Observem: eu escuto que eles não querem um relacionamento sério (sendo que eu nem toquei no assunto de namoro), e algum tempo depois, me descartam, e adivinhem: para NAMORAR, com outra. Melhor do que eu, aliás. Porque óbvio, eles sempre me substituem por alguém muito melhor. O mais curioso é: eu tenho outras opções. Mas, a minha cabeça, ou melhor, o meu coração, não consegue se abrir mais porque ele já foi machucado demais. Não consigo querer aquele cara lindo, querido, de boas intenções que me quer por perto porque eu simplesmente cansei de tentar. Cansei de me enganar com sorrisos bonitos e falsos bons- moços. O medo de ser substituída é bem maior do que a vontade de não estar sozinha. O medo de quebrar a cara, abrir o coração para alguém que aparentemente vale a pena, e depois ser substituida por alguém muito melhor que eu, que me faz perceber o quão idiota eu sou de acreditar nos ''você é legal querida, o problema sou eu'', ou nos ''não vou ser igual aos outros, vou ser diferente pra você''. Então, acabei de descobrir um dos fatores que fizeram, ao longo dos anos, minha auto-estima ir parar lá no dedão do meu pé: existir sempre alguém mais qualificado para o cargo de namorada, ficante, rolo, ou seja lá qual for o nome da relação, do que eu. Haver sempre alguém mais bonita, inteligente, meiga, carinhosa, e aquela série de adjetivos que a gente lê nos depoimentos deles pra elas no orkut da vida. E não importa o quanto eu me esforce, o quanto eu dê 100% de mim, é sempre a mesma coisa: o tal do acordo no final. Eu não consigo definir qual é a pior situação: amar alguém que ama perdidamente outra, ou tentar me apaixonar, tentar outras possibilidades e na hora em que eu finalmente consigo, pelo menos, me apegar em outra pessoa, esta pessoa achar alguém melhor do que eu. Sinceramente, não há o que fazer ou o que pensar. Ah, sim eu sei: um dia eu vou achar alguém que goste de mim pelo que eu sou e vai me fazer feliz e blá blá blá. Mentira mais deslavada essa, que só diz quem já tem um namoro firme ou alguém que realmente ama e é amado. Já tentei demais, já apostei demais. Andei dispensando muita gente nos últimos meses, ou melhor, no último mês, porque depois da última desilusão que eu tive, eu desmoronei. Tentar esquecer uma pessoa com outra é bobagem. Não conseguir esquecer a pessoa com esta outra e ainda ser substituída é de querer tomar um porre para não pensar sobre. Mas eu não aconselho ninguém a fazer isto, porque é fato que o dia seguinte a dor é mais forte e o pior: além da ressaca física, encarei a ressaca moral também, ou seja, FOSSA. Talvez eu deva dar a chance pras pessoas que querem se aproximar. Talvez não. Talvez lá no fundo, algo me diga que sempre vai haver alguém mais ''apaixonável'' do que eu. Mais bonita, mais interessante..que eu não serei páreo, e aí eu tenho até medo de querer tentar. Não sei dizer se ficar sozinha não é pior, pior porque todos os dias, eu acordo me perguntando qual é o meu problema. Me perguntando por que eu não valho a pena. Por que não eu? - como diz aquela música do  Leoni. Meu príncipe encantado não vem. Talvez ele nem exista, e eu continue perdida desse espaço entre o que foi, e o que nunca vai ser. Talvez eu jamais consiga gostar de alguém como eu gosto dele. Talvez eu sempre vá ficar comparando ele com os outros caras, talvez eu sempre tente ficar e me apaixonar por outro e acabe substituída, sozinha e na mesma situação: amando alguém que com certeza, nunca vai gostar, sequer, de mim. Se existe carma, este é o meu: continuar sozinha e nos raros intervalos de tempo em que aparece alguém, no meio do caminho ser alcançada por aquela loira bonitona ou pela morena baixinha e delicada, e ser trocada. Pois é.
Talvez o status ''solteira'' continue por muito tempo fazendo parte da minha vida.

"Eu quero por um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por ai." 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você me dizia que a gente combinava
Mas era de um outro alguém que ainda gostava
E pra não me ver chorar resolveu desistir, me deixar
Eu sofri demais porque já tinha um sentimento
E por um tempo que fiquei jogado ao vento
Mas outra pessoa surgiu,
E então resolvi arriscar
Foi legal, a gente foi se conhecendo
Nada mal, e logo foi se entendendo
Percebi que ela foi se apaixonando
E ai eu vi que algo foi mudando
Mas meu coração não quis se entregar

Eu vi que as lágrimas vão e vem
Como as ondas do mar vem e vão
E sem querer eu fiz a mesma coisa que você
Mas só agora eu fui entender
Será que um dia isso vai passar
Ou será que vai ser sempre assim
Eu esperando por alguém que sei não vai voltar
E desprezando quem gosta de mim.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O velho clichê: ''Vai passar, vai passar.''


'' Mas quando você, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. (...) ''

(Tati Bernardi)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Happy New Year


Bem, meu primeiro post de 2011. Pra encerrar 2010, eu pensei milhões de vezes em postar algo. Mas até agora, eu tinha tanto a falar que eu simplesmente não consegui organizar minhas idéias e focar em um único assunto para falar sobre. Acredito que ando guardado tantas coisas para mim que escrever, sendo a maneira mais fácil e menos dolorida de esvaziar, para mim, se tornou difícil. Talvez porque eu mesma não queira rever certas coisas, que com certeza quando forem para o papel vão voltar a latejar. Mas bem, o ano terminou. Se eu tivesse que definir 2010 em uma única palavra, eu definiria como ''turbulência''. Turbulência porque muitas coisas mudaram na minha vida, desde o início do ano, até o fim do mesmo. Algumas para melhor, algumas para melhor, normal. Minha última semana de 2010, como era de se esperar, foi bem ruim, como foi a minha última semana de 2009, mas foi uma semana que me fez pensar bastante em muitas coisas, e talvez me fez compreender o quanto eu preciso mudar em muitos aspectos, e aprender a me entender e gostar em outros.

Quando chega o fim do ano, inevitavelmente uma retrospectiva passa pela nossa mente. O que eu fiz, o que eu não fiz, o que mudei, o que continua igual, o que foi bom, o que foi ruim, enfim. Comigo não foi diferente. Mas eu acho que eu me fixei mais no ano que estava por vir, do que no que passou. Porque é mais fácil mudar o futuro do que o passado. É impossível voltar atrás e mudar algo. Seja na gente, seja nos outros, seja nas situações. O que está feito, está feito. O que passou, passou. Não me interpretem mal, é óbvio que eu sofro pelo passado. É claro que volta e meia, ou sempre, o pensamento volta em determinada época e fica vagando perdido. Mas pensar é uma coisa. Reclamar, sentir falta, chorar, também. Mas daí a querer mudar são caminhos distintos. Eu não poder mudar os fatos e compreender isto, não impede que ainda doa e que eu ainda sofra pelos mesmos. Não me prometi metas para este ano. Não prometi nada a mim nem a ninguém. Eu apenas fiz planos. Pensei aqui, comigo mesma, em todas as coisas que eu gostaria de mudar, de aprender, e em tudo que gostaria de alcançar este ano. Estou tentando me focar em tudo que pode ser reconstruido, ajeitado, arrumado, restaurado, em mim. 2009 e 2010 me deixaram em cacos, e resolvi que agora em 2011 eu devo tentar juntar estes cacos. Tenho sido metade, todo este tempo. Para mim, para os outros. Quero ser inteira. Quebrada, restaurada, mas inteira. Este ano eu quero escrever mais. Assistir mais séries, ver mais filmes, ler mais livros, caminhar mais, fotografar mais, sair mais, beber mais, sorrir mais, abraçar mais, aprender mais, estudar mais, e chorar menos. Lamentar menos. Parar menos e pensar menos. E além disto, eu quero me amar mais. Quero aprender a aceitar esta Day assim, exatamente como ela é. E mudar o que é necessário, para me moldar e me tornar a pessoa que quero ser. Quero conseguir me lembrar, todos os dias, o quanto viver é maravilhoso e incrível, não importando se fulano não gosta de mim ou ciclano não se importa comigo. Viver é maravilhoso em qualquer circunstância, seja o momento da nossa vida bom ou ruim, ter a chance de estar aqui é mágico e inspirador. Na verdade, espero que além do que planejei para mim neste ano, eu consiga realizar algumas coisas que ficaram apenas no papel em 2010. Desejo do fundo do meu coração que o otimismo bata na minha porta e não vá embora, porque ás vezes os ventos são fortes demais e acabam mandando ele para fora. Espero de verdade que os verbos ''superar'' e ''sorrir'' façam parte do meu vocabulário neste ano, e que se apliquem na prática. Espero de verdade que tudo que eu acabei de escrever, e mais as ínúmeras coisas que estão na minha mente, mas que não cabe colocá-las agora aqui, devido ao enorme sono que eu estou, eu consiga colocar em prática e realizar. Ou pelo menos, que eu não desista na primeira tentativa ou na primeira porta fechada. Eu me desejo sorte, neste ano. Sorte, e otimismo. E desejo á todos vocês também. Muita sorte, e muito otimismo. Talvez estas duas sejam as palavras chaves de ínicio de ano. Pelo menos, para mim, vão passar a ser.

'' Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros,
e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis:
companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga.
Ficar amarrado à vida alheia faz você viver menos a sua.
Nada de se fazer de desentendida,
só para não se incomodar.
Incomode-se.
Dependência é morte. ''

Martha Medeiros