"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você me dizia que a gente combinava
Mas era de um outro alguém que ainda gostava
E pra não me ver chorar resolveu desistir, me deixar
Eu sofri demais porque já tinha um sentimento
E por um tempo que fiquei jogado ao vento
Mas outra pessoa surgiu,
E então resolvi arriscar
Foi legal, a gente foi se conhecendo
Nada mal, e logo foi se entendendo
Percebi que ela foi se apaixonando
E ai eu vi que algo foi mudando
Mas meu coração não quis se entregar

Eu vi que as lágrimas vão e vem
Como as ondas do mar vem e vão
E sem querer eu fiz a mesma coisa que você
Mas só agora eu fui entender
Será que um dia isso vai passar
Ou será que vai ser sempre assim
Eu esperando por alguém que sei não vai voltar
E desprezando quem gosta de mim.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O velho clichê: ''Vai passar, vai passar.''


'' Mas quando você, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. (...) ''

(Tati Bernardi)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Happy New Year


Bem, meu primeiro post de 2011. Pra encerrar 2010, eu pensei milhões de vezes em postar algo. Mas até agora, eu tinha tanto a falar que eu simplesmente não consegui organizar minhas idéias e focar em um único assunto para falar sobre. Acredito que ando guardado tantas coisas para mim que escrever, sendo a maneira mais fácil e menos dolorida de esvaziar, para mim, se tornou difícil. Talvez porque eu mesma não queira rever certas coisas, que com certeza quando forem para o papel vão voltar a latejar. Mas bem, o ano terminou. Se eu tivesse que definir 2010 em uma única palavra, eu definiria como ''turbulência''. Turbulência porque muitas coisas mudaram na minha vida, desde o início do ano, até o fim do mesmo. Algumas para melhor, algumas para melhor, normal. Minha última semana de 2010, como era de se esperar, foi bem ruim, como foi a minha última semana de 2009, mas foi uma semana que me fez pensar bastante em muitas coisas, e talvez me fez compreender o quanto eu preciso mudar em muitos aspectos, e aprender a me entender e gostar em outros.

Quando chega o fim do ano, inevitavelmente uma retrospectiva passa pela nossa mente. O que eu fiz, o que eu não fiz, o que mudei, o que continua igual, o que foi bom, o que foi ruim, enfim. Comigo não foi diferente. Mas eu acho que eu me fixei mais no ano que estava por vir, do que no que passou. Porque é mais fácil mudar o futuro do que o passado. É impossível voltar atrás e mudar algo. Seja na gente, seja nos outros, seja nas situações. O que está feito, está feito. O que passou, passou. Não me interpretem mal, é óbvio que eu sofro pelo passado. É claro que volta e meia, ou sempre, o pensamento volta em determinada época e fica vagando perdido. Mas pensar é uma coisa. Reclamar, sentir falta, chorar, também. Mas daí a querer mudar são caminhos distintos. Eu não poder mudar os fatos e compreender isto, não impede que ainda doa e que eu ainda sofra pelos mesmos. Não me prometi metas para este ano. Não prometi nada a mim nem a ninguém. Eu apenas fiz planos. Pensei aqui, comigo mesma, em todas as coisas que eu gostaria de mudar, de aprender, e em tudo que gostaria de alcançar este ano. Estou tentando me focar em tudo que pode ser reconstruido, ajeitado, arrumado, restaurado, em mim. 2009 e 2010 me deixaram em cacos, e resolvi que agora em 2011 eu devo tentar juntar estes cacos. Tenho sido metade, todo este tempo. Para mim, para os outros. Quero ser inteira. Quebrada, restaurada, mas inteira. Este ano eu quero escrever mais. Assistir mais séries, ver mais filmes, ler mais livros, caminhar mais, fotografar mais, sair mais, beber mais, sorrir mais, abraçar mais, aprender mais, estudar mais, e chorar menos. Lamentar menos. Parar menos e pensar menos. E além disto, eu quero me amar mais. Quero aprender a aceitar esta Day assim, exatamente como ela é. E mudar o que é necessário, para me moldar e me tornar a pessoa que quero ser. Quero conseguir me lembrar, todos os dias, o quanto viver é maravilhoso e incrível, não importando se fulano não gosta de mim ou ciclano não se importa comigo. Viver é maravilhoso em qualquer circunstância, seja o momento da nossa vida bom ou ruim, ter a chance de estar aqui é mágico e inspirador. Na verdade, espero que além do que planejei para mim neste ano, eu consiga realizar algumas coisas que ficaram apenas no papel em 2010. Desejo do fundo do meu coração que o otimismo bata na minha porta e não vá embora, porque ás vezes os ventos são fortes demais e acabam mandando ele para fora. Espero de verdade que os verbos ''superar'' e ''sorrir'' façam parte do meu vocabulário neste ano, e que se apliquem na prática. Espero de verdade que tudo que eu acabei de escrever, e mais as ínúmeras coisas que estão na minha mente, mas que não cabe colocá-las agora aqui, devido ao enorme sono que eu estou, eu consiga colocar em prática e realizar. Ou pelo menos, que eu não desista na primeira tentativa ou na primeira porta fechada. Eu me desejo sorte, neste ano. Sorte, e otimismo. E desejo á todos vocês também. Muita sorte, e muito otimismo. Talvez estas duas sejam as palavras chaves de ínicio de ano. Pelo menos, para mim, vão passar a ser.

'' Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros,
e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis:
companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga.
Ficar amarrado à vida alheia faz você viver menos a sua.
Nada de se fazer de desentendida,
só para não se incomodar.
Incomode-se.
Dependência é morte. ''

Martha Medeiros