"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E a incerteza: algum dia, com alguém, vai ser?


Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor é verdadeiro. Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Que idéia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencida de que Shakespeare, tenha. Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas. Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou segura de que isso é verdade. Para algumas pessoas, de forma inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel. Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido", e nesse tipo... sou experiente. A maioria das histórias de amor falam de pessoas que se apaixonam entre si. Mas o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aquelas que nos apaixonamos? Somos vítimas de uma aventura unilateral. Somos os amaldiçoados dos seres queridos. Os seres não queridos. Os feridos que se valem por si mesmos. Os incapacitados sem estacionamento reservado.

"O Amor Não Tira Férias"

Um comentário:

  1. No amor há de ter dois com o mesmo intuito, como melhor fala P. Fábio de Melo:
    "não há amor Eros quando apenas um ultrapassa a margem do rio, o banho não é solitário, e não é inteligente jogar água em quem não quer se molhar, a distância é longa, e por mais que um esteja enxaguado e se aproxime a contra gosto do outro, água será incômodo e não alivio, sensação desagradável, os pingos servirão pra afastar ainda mais quem não quer, porque quem quer, há de entra nas águas abundantes de uma cachoeira cristalina, sem esconderijos, aí sim, o milagre do encontro acontece, e os dizeres ganharão outro significado, mas será recíproco, nem que seja provisório, é o conhecimento da nova vida com suas saliências e reentrâncias, com seus sabores e estranhamentos, mas são os dois, não um implorando ao outro."(P. Fábio de Melo – Carta Entre Amigos)

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