"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

sábado, 26 de março de 2011

Florence Nightgale e a Enfermagem Moderna


Florence Nightgale foi uma enfermeira de guerra que serviu na Guerra da Criméia entre 1853 e 1856. Florence conheceu de perto os horrrores da guerra e viu todo tipo de morte e ferimento, sendo também muito influenciada pelos métodos de organização e ação militares.
Após o final da guerra, ela continuou a exercer a carreira de enfermagem, no entanto, começando a adotar novas prática revolucionárias de enfermagem desenvolvidas durante o seu período de guerra. Florence afirmava que a enfermagem devia ter um critério mais científico e organizado, que o cuidado dos pacientes devia ser constante e também que as melhoras e pioras do estado de saúde deveriam ser monitoradas constantemente e sempre informadas aos médicos.
Antes de Florence, a enfermagem consistia basicamente em uma carreira ligada aos partos e cuidado de gestantes, depois dela o profissional de enfermagem passou a ser visto como um profissional que cuida de todo tipo de doente, também passando a ser visto como o principal auxiliar dos médicos.
Por adaptar a organização militar a enfermagem, por desenvolver novas técnicas mais científicas e também por mudar o modo com que a sociedade via a profissão dos enfermeiros, Florence Nightgale é vista como a mãe da Enfermagem dos Tempos Modernos.
No inicio de 1855, uma epidemia de cólera e febre tifóide matou sete médicos e três enfermeiras. O frio também colaborava para lotar o hospital e logo havia mais de 2000 doentes e feridos em enfermarias improvisadas e a taxa de mortalidade beirava os 42%. Com esta realidade foi exigido que houvesse uma reforma na rede de saneamento e a mortalidade caiu para 2%.
Mas Florence também contraiu a febre tifóide e ficou entre a vida e a morte por 12 dias. Depois disso, tornou-se muito debilitada e em agosto de 1856 retornou à Inglaterra.
Em setembro visitou a Rainha Vitória e fez um relato detalhado sobre as condições dos hospitais militares britânicos e sugeriu inúmeras reformas.
Em 1860, Florence Nightingale fundou uma Escola de Treinamento para enfermeiras no Hospital St. Thomas, mas sua saúde a impediu de aceitar o posto de superintendente embora ela acompanhasse de perto e com grande interesse, os progressos desta nova instituição.
Ela fundou em 1868 a Sociedade de Enfermeiras de "East London", a Associação de Enfermeiras e a Sociedade Nacional de Enfermeiras em 1874 e o Instituto de Enfermeiras do Jubileu da Rainha em 1890.


Seu trabalho inspirou outros paises a melhorarem as condições dos hospitais de campanha e sua ajuda foi importante para os soldados na guerra civil americana e na guerra fronco-prussiana . Ela recebeu diversos premios e reconhecimentos por seu trabalho tanto no Reino Unido como em outros paises.

Seu livro "Notas de Enfermagem" foi publicado inúmeras vezes durante sua vida.

Florence Nightingale morreu aos 90 anos de idade em 13 de agosto de 1910.

(Fontes: Blog ePORTUGUÊS e Site Guia Da Carreira)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Liberdade na vida é ter um amor para se prender.


Eu lia o que ele lia, escutava o que ele escutava, ia aonde ele ia, torcia pelo mesmo time e cheguei até a me apaixonar pelas mulheres que ele paquerava. Eu gostava tanto dele que acabei virando ele, mas não me perguntem o que isso quer dizer.
Foi o maior amor que já senti na vida. Lembro até hoje de uma sensação muito absurda da época: todas as vezes que o metrô parava na estação próxima ao cortiço em que ele morava, eu sentia uma bola de fogo tão grande no peito que eu pedia a Deus: “Não me deixe morrer antes de vê-lo só mais uma vez”.

(Tati Bernardi)

Ando bem preguiçosa com o blog ultimamente..mas acredito ser mais fácil postar textos de outras pessoas que falem o que eu sinto do que escrever eu mesma sobre isto. Talvez seja mais simples apenas ler coisas prontas do que começar a escrever, soltar os meus monstros e descobrir coisas que eu devo manter escondidas. Quando eu escrevo eu sinto muito mais do que quando penso, então talvez por hora seja bom apenas ler e me identificar com os textos alheios do que escrever sobre mim e me sentir muito pior do que eu me sinto agora. A gente descobre com o tempo que na maioria das vezes é melhor calar do que falar, pode não ser a coisa certa a se fazer, mas no momento, é a mais sensata, para mim.
Eu deveria descobrir e entender também que o amor nem sempre é bonito como parece ser, e que, para algumas pessoas, tipo eu, ele apenas vive na memória, como uma doce lembrança, mas na realidade, deve ser apenas algo normal e o mais importante: indiferente. Mas eu não aprendo, não adianta. Paciência. A dor passa um dia. As lembranças devem passar também.