"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

segunda-feira, 21 de março de 2011

Liberdade na vida é ter um amor para se prender.


Eu lia o que ele lia, escutava o que ele escutava, ia aonde ele ia, torcia pelo mesmo time e cheguei até a me apaixonar pelas mulheres que ele paquerava. Eu gostava tanto dele que acabei virando ele, mas não me perguntem o que isso quer dizer.
Foi o maior amor que já senti na vida. Lembro até hoje de uma sensação muito absurda da época: todas as vezes que o metrô parava na estação próxima ao cortiço em que ele morava, eu sentia uma bola de fogo tão grande no peito que eu pedia a Deus: “Não me deixe morrer antes de vê-lo só mais uma vez”.

(Tati Bernardi)

Ando bem preguiçosa com o blog ultimamente..mas acredito ser mais fácil postar textos de outras pessoas que falem o que eu sinto do que escrever eu mesma sobre isto. Talvez seja mais simples apenas ler coisas prontas do que começar a escrever, soltar os meus monstros e descobrir coisas que eu devo manter escondidas. Quando eu escrevo eu sinto muito mais do que quando penso, então talvez por hora seja bom apenas ler e me identificar com os textos alheios do que escrever sobre mim e me sentir muito pior do que eu me sinto agora. A gente descobre com o tempo que na maioria das vezes é melhor calar do que falar, pode não ser a coisa certa a se fazer, mas no momento, é a mais sensata, para mim.
Eu deveria descobrir e entender também que o amor nem sempre é bonito como parece ser, e que, para algumas pessoas, tipo eu, ele apenas vive na memória, como uma doce lembrança, mas na realidade, deve ser apenas algo normal e o mais importante: indiferente. Mas eu não aprendo, não adianta. Paciência. A dor passa um dia. As lembranças devem passar também.

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