"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

Martha Medeiros

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amizades não acabam, elas adormecem.



Para quem lê o meu blog (ou já leu, porque atualmente duvido muito que alguém passe por aqui) devem ter percebido o tipo de personalidade que tenho. Demorei muito tempo para aceitar e entender isso, e só depois de minha vida virar do avesso- comecei a me aceitar e entender que tudo que ouvi a vida toda das pessoas era verdade. Eu sou realmente uma pessoa doce, meiga, delicada e gentil. Bondosa, e burra. Sim, burra, e em seguida explicarei o por que. Você briga com uma amiga. Tudo bem, isso é normal, até porque, amizades são assim, como relacionamentos. Mas quando a briga é feia, por internet, e ainda por cima com ofensas feias e de baixo calão, a coisa complica. Principalmente quando se trata de uma amizade de muitos, muitos anos.
Aprendi com o tempo a me manter fria diante das ofensas, e chorar sem que a pessoa em questão percebesse. Aprendi a entender que ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas se você simplesmente não se importa, não é mais fácil mandar a pessoa se mancar e parar de te procurar?

Mas cada cabeça uma sentença, e esse texto não é nenhuma indireta, nada do tipo. É apenas uma desabafo e uma indignação comigo mesma. Indignação por mesmo depois de ler tudo que li, de guardar mágoas de anos e nunca ter jogado na cara, simplesmente ter chorado quieta no meu canto, pensando “foi sem intenção, isso acontece”, mesmo depois de ter sido extremamente ofendida sem razão e da forma mais esdrúxula possível, com um quê de “sou um anjo e você é um demônio”, eu ainda me importo. E honestamente, odeio esse meu lado. Odeio entrar nas redes sociais da amiga em questão para saber como está sua vida, se está melhor, se sua vida está bem e se está feliz, Fico triste por ainda me importar sem haver merecimento da outra parte. Por saber que ainda são jogadas indiretas me ofendendo por tabela. Por ainda me preocupar. Sinto mágoa de mim mesma por ficar triste por todas as palavras lidas, ouvidas, atitudes tomadas, não agora, mas tempos atrás, e mesmo assim ainda me preocupar e querer saber como vai a vida dela. Pelo menos, com tudo isso, aprendi algo que não precisei que a terapeuta me explicasse: Não existe uma ex-amiga. Existe uma amizade findada por alguém que não soube entender o outro lado da história, que naquele momento, por motivos pessoais, olhou apenas para si e não percebeu que não era apenas a mão que estava sendo ofertada para a ajuda. Era o coração. Coração esse que já estava bem machucado, mas que como todo bom amigo, ainda tinha capacidade de guardar sua dor no bolso para ajudar o outro, como já disse Caio uma vez.
Termino esse texto afirmando que depois desse episódio, minha fé nas pessoas tem diminuído muito, Mas ainda existem pessoas que salvam meus sentimentos, que ainda merecem a minha doçura, carinho, atenção e ajuda. E para esses, estarei sempre disponível.

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